"Tudo é teu, que enuncias. Toda forma nasce uma segunda vez e torna infinitamente a nascer. O pó das coisas ainda é um nascer em que bailam mésons. E a palavra, um ser esquecido de quem o criou; flutua, reparte-se em signos para incluir-se no semblante do mundo. O nome é bem mais do que nome: o além-da-coisa, coisa livre de coisa, circulando. E a terra, palavra espacial, tatuada de sonhos, cálculos".

(Carlos Drummond de Andrade, Lição de coisas, Origem: A palavra e a terra, V - 1962)

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

902


Hoje fecho a porta e um ciclo. Entrego as chaves e digo adeus. Vou adiante, para uma nova vida na cidade cinza. Terá agora, pela primeira vez, um porto realmente seguro, um outro lugar para chamar de lar, o meu. Cores. O nosso infinito particular. Levarei comigo algumas saudades. Dos amigos circunstanciais, das boas risadas que demos, dos problemas que enfrentamos, dos nossos enfrentamentos, das nossas diferenças e dos nossos momentos de mais sincera confraternização... fizeram-se família de ocasião e dividimos muitas coisas e são dessas que sentirei saudade... levo apenas o que fizemos de bom, de coração, de verdade. Todo o resto fica, fica como etapa de aprendizado e de fortalecimento. Desejo que sinceramente que, aos apagar das luzes e ao fechar dessas portas, sejamos todos felizes e nos encontremos para reviver, tão somente, os bons momentos bons...

2 Pitacos:

Fabio Vivas disse...

Já que o nome é "Pitaco"...humildimente gostaria de dar o meu.

Não propriamente sobre o texto.

O que percebo é que tem um belissimo dom de sistematizar como poucas pessoas aquilo que sente.

Meu pitaco diante dessa constatação é sugerir que tentasse escrever contos. Acho que poderia colocar os conflitos humanos em evidencia.

Cada personagem poderia refeltir voce em algum momento de sua vida. Seria muito rico.

Dessa forma os leitores poderiam ver varias de tuas faces num único texto.

Fica a dica!


OBS: Depois de meses parado voltei a escrever hoje, da uma olhada. E pode criticar a vontade, é com a critica que eu acerto aquilo que ta errado.

Abraço!

Anônimo disse...

Concordo com o Fábio... Aliás, já te disse isso!
Beijos, te amo, saudades,
Eu!