Então vem o silêncio. Abrupto. A tênue e fina linha, invisível e inatingível. Não há laços, traços, rastros, nem restos. Os cacos são cacos, o que foi não é. Não há nada. Só quem volta pode saber. E volta sempre, sempre com a esperança torta. De mais uma linha, uma letra, uma confissão de redenção. Algo para que o impossível seja só força de expressão. Mas, mais uma vez o lugar comum é lugar nenhum. Uma mentira sob um pseudônimo e a chave e o seu nome revelado. Encerra-se o diálogo de poucas palavras e voltam para as vidas comuns e o quase perto volta a ser sempre longe. Fica dentro, retido e contido tudo o que não pode vazar. Quase uma utopia. Há o medo de enlouquecer genuinamente e por uma causa perdida nessas inconstâncias e peças que prega o coração. Isto é o que não pode ser esquecido, marcado na pele e n’alma. Falta sempre um pedaço de algo palpável para que o delírio não seja só imaginação. O mar sem ondas não lambe a praia e todas as pegadas ficam. Tudo como está. Não sendo possível explicar sentimentos, as palavras perdem o dom de recriar. Ficam versos soltos, sem sentido, sem perfume ou flor. Somos velhos medrosos, presos a conceitos tortos e com visão cega falando de mundos que nunca vimos. Tudo como está. Lá e cá.

0 Pitacos:
Postar um comentário